- Ano I - nº 12 - Novembro e Dezembro de 2007.                                                Direção: Osiris Costeira

TÉCNICA DO ESPARADRAPO - Abigail Muniz Caraciki.

As dores nos punhos e os esforços repetitivos.

As dores nos punhos podem acontecer em qualquer pessoa. A mais atingida é aquela que faz esforços repetitivos, tais como trabalhadores manuais, esportistas e digitadores.

Essas dores ocorrem mais nas mulheres porque as estruturas ligamentares ficam vulneráveis pelas alterações hormonais periódicas. Há especialistas que afirmam ter as dores relação com as alterações na tireóide.

A lesão do punho é mais freqüente do que podemos supor. Os ossos rádio e ulna são longos e se articulam com o carpo, que é a primeira porção óssea das mãos, composta pelo osso escafóide na lateral, piramidal na parte interna, e o semilunar no centro. Tais estruturas são ajustadas por ligamentos, e é isto que dá força e motilidade aos punhos.

O cérebro recebe dos nervos radial, mediano e ulnar as órdens do acontecido nas mãos, recolhendo as sensações que ocorrem nelas como dor, calor, frio, etc.

As dores mais comuns nos punhos advém de cistos sinoviais e da Síndrome do Tunel do Carpo (compressão do nervo mediano no chamado tunel do carpo). Primeiramente, a pessoa sente um desconforto ou uma queimação, e daí à dor propriamente dita, seguida de limitação de movimentos, perda da força motora, o que torna a pessoa incapaz de segurar um simples objeto.

Sabe-se que é uma inflamação no punho, logo a aplicação das tiras de esparadrapo, uma a uma, vai evitar o uso de medicamentos e tirar a dor.

É recomendável para o sucesso da Técnica do Esparadrapo exercício para postura, com alongamentos e fortalecimento dos ombros, braços, ante-braços, punhos e mãos. Nunca é demais lembrar que o melhor mesmo é prevenir as lesões, evitando que ocorram ou progridam as dores.

Aplicação das Malhas.

1- Colocar uma malha sobre a C7, de preferência a malha SOS.

2- Rastrear a área da lesão, isto é, onde há dor.

3- Conhecendo a área a ser tratada, começar a aplicar as tiras de esparadrapo, uma a uma, lembrando que pela espiral do nosso corpo temos de aplicar as tiras sempre do distal para a proximal, e de fora para dentro.

4- Avaliar para saber se a malha é muscular ou articular. No caso do tunel do carpo a malha é muscular

5- Colocar uma tira entre os tendões dos extensores, avançando dois centímetros, mais ou menos, da prega palmar.

6- Colocar uma tira de cada lado da tira central.

7- Cruzar a 45º, sempre respeitando a espiral.

8- Não esquecer a malha no lado oposto ao ponto da dor.

ATENÇÃO: Após a aplicação de cada tira perguntar se a dor passou pois, às vezes, com uma única tira a dor passa. É fundamental que a dor passe. Não devemos aceitar “melhorou”.

A malha colocada no dorso da mão pode ser escolhida:

1- igual a do carpo

2- uma célula

3- um quadrado na posição de losango

4- articular ou muscular

5- jogo da velha

6- SOS, Star

7- trilho de trem.

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