- Ano V - nº 4(44) - Março de 2011.                                                                Direção: Osiris Costeira

ENEAGRAMA - Therezinha Menescal - terezamh@gmail.com

O ENEAGRAMA E OS SEUS TIPOS - 1ª Parte

 

Seguimos agora apresentando os TIPOS, destacando suas características básicas, e desejando que os leitores, ao analisá-los, possam identificar-se, encontrar seu traço mais marcante e, observando-se, possam trabalhar sobre suas limitações, superá-las e caminhar em busca de suas virtudes para sua realização como pessoa e como ser.

TIPO 1 - “O MORALISTA”  -  “O PERFECCIONISTA”

EU E MEU ESPAÇO: COMO ME SITUO NO MUNDO?

Sendo um tipo físico, TIPO 1 percebe o mundo a partir de uma relação sensorial com o espaço que o cerca, e, para situar-se, delimita seu território, deixando isto claro para si e para os outros.

A questão básica que motiva seu comportamento é a raiva por não ser absolutamente perfeito, o que determina uma reação de agressividade contida quando contrariado. Ele vê a si mesmo, se identifica como um “reformista”, aquele que é capaz de ditar as normas e corrigir o mundo, pois “ele sabe” o que é certo.

Na percepção dos outros, TIPO 1 pode ser visto como estressado, tenso e identificado como um “Raivoso Perfeitinho”. Na verdade ele é um racional, idealista, decidido, dotado de princípios, autocontrolado e perfeccionista.

A idéia divina a qual a natureza essencial do TIPO 1 está ligada é a da Perfeição Divina, mas que ele transforma numa fixação, até numa compulsão pelo perfeccionismo. Buscando desenvolver a serenidade, que é a virtude essencial para o seu traço, ele pode baixar seu nível de tensão e aplacar a paixão de seu ego, a ira. Esta ira o corrói internamente tornando-o uma pessoa de ego ressentido.

O TIPO 1 faz valer sua vontade no mundo manipulando as situações, insinuando constantemente como “deveria ser...” para que os outros adotem seus padrões. Desejando ser íntegro e digno de confiança, os TIPOS 1 têm medo de serem maus, corruptos ou errados.

Vencer a rigidez, tornar-se mais flexível, perceber que existem outras formas de ver e realizar a vida além da sua própria é o maior desafio que o TIPO 1 tem a enfrentar para ser mais feliz.

O grande talento do TIPO 1 é sua capacidade de organização e senso de responsabilidade, o que deve ser valorizado e aproveitado no funcionamento dos grupos.

TIPOS 1:

·         São racionais e lógicos;

·         São rígidos, em flexibilidade física e mental;

·         Aparentam autocontrole, mas estão em constante irritabilidade;

·         São severos e julgadores de si e dos outros;

·         Sua raiva e crítica invalidam a si mesmo enquanto desautorizam os outros porque “ele é que sabe”

·         Sentem-se culpados, mas em sua ira não aceitam ser criticados;

·         Consideram-se bons e acham sua ética e moral superiores às dos outros e por isto têm normas e regras para tudo, achando que os outros devem segui-las;

·         Como válvula de escape para sua rigidez e tensão pode desenvolver vidas paralelas e comportamentos ocultos;

·         Extremamente organizados podem ser muito confusos internamente;

·         Muito escrupulosos, com manias de ordem e limpeza podem desenvolver neuroses obssessivo-compulssivas.

TIPO 2 -“O AMIGO ESPECIAL”  -  “O PROTETOR”

EU E OS OUTROS: COMO SOU VISTO PELOS OUTROS?

Sendo um traço emocional, TIPO 2 relaciona-se com o mundo a partir dos sentimentos que as coisas e situações lhe despertam, analisando-as pelas impressões que lhe causam e interpretando-as como medidas do reconhecimento de seu valor e aceitação.  Ele se identifica com as emoções e acredita que aquilo é ele.

A questão básica que motiva seu comportamento é a vergonha de não ter méritos e isto detona nele uma reação de hostilidade para com os outros que “não são capazes de enxergar o quanto ele é merecedor”.

Ele se vê como uma pessoa doadora, disposta a oferecer seus préstimos incondicionalmente, enquanto se orgulha por tal e espera receber gratidão e reconhecimento pela “grandeza de sua capacidade de amar”.

Na percepção dos outros, TIPO 2 pode ser visto como invasivo, bajulador e chamado de ”Orgulhoso Pedinte”, dividido entre o dar e o cobrar.  A natureza essencial deste TIPO trás a idéia da Vontade Divina, o que ele distorce acreditando que suas vontades devam ser atendidas mesmo que para isto leve até a compulsão a idéia fixa da bajulação, do agradar ao outro para conseguir o que quer: reconhecimento.

Para fazer valer sua vontade no mundo usa do artifício da sedução cativando o amor alheio. Tudo o que mais um TIPO 2 quer é ser amado e seu maior medo é não merecer amor

Desenvolvendo a virtude da humildade o TIPO 2 pode reduzir a paixão do seu ego que é o orgulho de se achar melhor e mais merecedor que os outros. No trabalho de crescimento pessoal, reconhecer seu orgulho será sua maior dificuldade a enfrentar.

Ele precisa aceitar que “não é mais...”, que “não é super” e é tão necessitado de ajuda quanto os outros.  A grande capacidade de colaboração é o talento especial do TIPO 2, que deve ser valorizado e aproveitado nos grupos.

TIPOS 2:

·         Aparentam humildade;

·         Acham-se desinteressados;

·         Acreditam ter mais amor e orgulham-se disto;

·         Buscando agradar podem tornar-se sufocantes;

·         Como “amigo especial” podem ser muito fofoqueiros;

·         Muito sedutores podem meter-se em relacionamentos nefastos;

·         Quando contrariados apresentam comportamento histriônico;

·         Possessivos e ciumentos podem tornar-se perigosos quando se sentem rejeitados;

·        Em situações extremas podem desenvolver quadros de profunda depressão ou dependência química.

TIPO 3 - “O PERFORMÁTICO”  -  “O QUE BUSCA STATUS”

EU E OS OUTROS: COMO SOU VISTO PELOS OUTROS?

Traço emocional, o TIPO 3 percebe o mundo a partir dos sentimentos e, preocupado em firmar sua posição, faz de tudo para obter o reconhecimento dos outros se mostrando “o melhor”.

A vergonha de “não ter valor” deixa nele, no recôndito da alma, um sentimento de vazio que só ele conhece e que motiva seu comportamento frenético em busca do realizar, do atuar para expor suas capacidades enquanto reage com uma hostilidade disfarçada àqueles que “devem conhecer seu valor...”, que precisam saber que “eu sou o melhor”, que “eu sou o modelo que todos devem seguir”.

TIPO 3 faz de si a imagem do “realizador”, do “atuante”, do “bem sucedido”, jamais admitindo um erro a si próprio, imputando-os outros, ”eles sim, uns incompetentes”.

A atuação do TIPO 3 pode ser muito boa, ele pode mesmo desenvolver muitas capacidades. Na verdade ele é muito prático, voltado para o sucesso, adaptável, automotivado e consciente da própria imagem, mas a imagem que procura vender pode estar carregado de muita ilusão. Um público atento poderá detectar sua capacidade camaleônica de adaptação e cognominá-lo um “Mentiroso Convincente e Convencido”.

Em essência o TIPO 3 está ligada à “Lei Divina” que conduz o universo em mutação permanente, realizando-o. Então, em sua visão distorcida, vê-se insuperável nas suas múltiplas atividades, acreditando-se um modelo a ser seguido, admirado e copiado por todos.

Com esta idéia fixa ele vive preso ao seu auto-engano, à mentira que se conta para preencher seu vazio de amor. A virtude a ser desenvolvida por ele é a verdade. A verdade de saber que vale pelo que é e não pelo que é capaz de fazer e que, vaidosamente, procura exibir. Vaidade é a paixão que comanda suas ações.

TIPO 3 manipula para atuar sua vontade no mundo seduzindo e encantando com suas capacidades para obter elogios a sua performance. Tudo que ele mais quer é ser reconhecido por suas realizações, pois sem elas tem medo de ser visto como desprezível, sem valor. Superar a vaidade, mostrar-se verdadeiro, é o maior desafio no trabalho de crescimento deste traço.  A capacidade de desempenho é a sua qualidade a ser aproveitada.

TIPOS 3:

·         Acreditam em si, em suas capacidades e talentos;

·         Procuram destacar-se para merecer atenção;

·         Acreditam ser o paradigma do mundo;

·         Buscam elogios como confirmação de sua excelência;

·         Têm medo que os outros o superem e estão sempre buscando comparações;

·         São narcisistas e marqueteiros de si mesmos;

·         Exibicionistas, querem causar impressão;

·        Adaptáveis, como camaleões, mudam de acordo com as circunstâncias;

·         Quando erram atribuem a culpa sempre aos outros;

·         Se não têm sucesso, reconhecimento são sujeitos a depressões e manifestações psicossomáticas.

 

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