- Ano IV - nº 9(37) - Agosto de 2010.                                                                              Direção: Osiris Costeira

ENEAGRAMA - Therezinha Menescal - terezamh@gmail.com

As Origens do Eneagrama

O Eneagrama é o estudo dos padrões da personalidade, revelando 9 tipos essenciais que se aplica a toda a humanidade sem restrições de raça, nacionalidade, crença, condição social, cultural ou distância no tempo histórico.

È muito simples na sua compreensão e complexo na sua riqueza de conteúdo e abrangência, não devendo ser encarado como, apenas, mais uma tipologia da personalidade, pois sua profundidade de análise nos remete a conhecimentos profundos da natureza espiritual do ser humano.

Ele é representado por uma figura-símbolo cuja interpretação corresponde a:

Círculo: simboliza a idéia da unidade de todas as coisas e da qual participamos; Triângulo: simboliza a Lei de Três da criação de tudo a partir da interação das Três Forças; Héxage: simboliza o processo de desenvolvimento de tudo que é criado, obedecendo a Lei de Sete que rege o movimento de tudo.

A origem do Eneagrama perde-se no tempo, havendo notícias de sua existência há mais de 3.000 anos aC. Sua autoria é desconhecida, mas seu conhecimento aparece na história das tradições iniciáticas ocidentais da humanidade, na raiz dos conhecimentos gnósticos, judaicos, cristãos e islâmicos.

Oculto por tanto tempo, ele só foi descoberto no final do século XIX e início do século XX pelo filósofo russo Georges Ivanovich Gurdjieff quando, em sua busca da Verdade, entra em contato com mestres de uma fraternidade secreta chamada Sarmung, num território não bem definido, hoje, entre o Afeganistão e a Turquia.

Gurdjieff foi um grande líder cultural e o divulgador para o Ocidente dos conhecimentos esotéricos do Eneagrama. Filho de pai grego e mãe armênia, seus biógrafos não têm certeza da data de seu nascimento estando provavelmente entre 1866 a 1872. De mente brilhante, desde criança se mostrou uma personalidade diferenciada, tendo ao longo de sua vida participado de um grande número de grupos culturais onde se discutia desde filosofia até música. Mas foi no conhecimento dos aspectos esotéricos das antigas sociedades que Gurdjieff se notabilizou.

Ele dizia que “Existiu no passado um “Grande Conhecimento” do qual faziam parte todas as Ciências, Artes e Filosofias, e de cuja existência pouco ficou registrado na história escrita da humanidade, e o Eneagrama é parte deste “Grande Conhecimento”

Gurdjieff faleceu em Paris em 29 de outubro de 1949 após um acidente de automóvel. E, sem jamais ter ensinado este conhecimento, Gurdjieff o empregava em seus discípulos na escola que criou e implantou na Rússia, nos Estados Unidos e por fim na França, escola que tinha por finalidade o conhecimento do Cosmos e do Homem, considerando sua natureza espiritual.   

Com este escopo, Gurdjieff desenvolveu um sistema a que chamava “O Trabalho”, onde o Eneagrama era a terceira força da Lei de Três, pela qual algo só pode ser gerado a partir de três forças: positiva, negativa e uma neutra capaz de ser o elo propulsor para a geração de algo. Então, o novo homem auto elaborado seria possível na interação da Psicologia com a espiritualidade, tendo o Eneagrama como veículo de autoconhecimento e transformação.

Atualmente, bastante divulgado e empregado em muitas áreas de ação onde o conhecimento de padrões da personalidade pode facilitar os relacionamentos e a produtividade nos grupos, o Eneagrama, entretanto, permaneceu inacessível até meados do século XX.

Esses conhecimentos foram aprofundados por Oscar Ichazo, pesquisador boliviano, sediado no Chile, de formação no Sufismo e conhecimentos do Zen e da Cabala, na década de 70 do século passado.

Após uma longa vivência espiritual no Deserto de Arica, no Norte do Chile, com um grupo restrito de pessoas, iniciou sua sistematização, o que acabou dando origem a um grupo de estudos com, entre outros, Helen Palmer e Claudio Naranjo.  Este último, um psiquiatra chileno, do Centro de Estudos Antropológicos da Esla de Medicina do Chile, que conviveu com Carlos Castanheda e Fritz Perls nos Estados Unidos da América, tendo participado do Instituto Esalen onde desenvolveu pesquisas farmacológicas e iniciou a terapia psicodélica.

Em 1970, após a morte trágica de um filho, Claudio Naranjo aproximou-se de Ichazo participando desta jornada no deserto, da sistematização do Eneagrama.  E acabou por dar-lhe uma dimensão mais metodológica e prática, criando um sistema que permitiu que as pessoas identificassem facilmente seu tipo de personalidade e o trabalhassem; principalmente após 1971, quando seu Instituto SAT de terapias e formação de terapeutas espalhou-se pelo mundo todo, inclusive no Brasil.

Outro grande estudioso do Eneagrama é o filósofo Khristian Paterhan, também chileno, que chegando ao Rio de Janeiro em 1990 fundou o Instituto para o Desenvolvimento Humano Integral - IDHI, a escola onde convivemos por 14 anos este conhecimento, e que realiza atualmente um trabalho inovador do Eneagrama associado ao PNL.  Mais detalhes poderão ser obtidos em seu site:

www.escolaeneagrama.com.br

 

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