- Ano I - nº 9 - Agosto de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

CROMOTERAPIA - Margot Valle Ferreira.

Cor-luz e Cor-pigmento - Diferenças e aplicabilidade em Cromoterapia.

Antes de abordar o tema central deste artigo, considero importante esclarecer o que seja espectro de energia eletromagnética; luz e espectro visível – cores que o olho humano reconhece.

O espectro eletromagnético possui ondas de energia de diversos comprimentos, que são os raios cósmicos, os raios-gama, o raio-x, o raio ultravioleta, o raio infravermelho, as ondas curtas e as ondas de rádio, presentes no universo. As ondas de rádio apresentam os maiores comprimentos de energia dentro do espectro total, e as ondas de raio cósmico, os menores. Todas possuem comprimentos medidos em angströns (Ẵ) - vide figura.

A luz é uma onda eletromagnética, assim como os raios supracitados. Ela é a parte do espectro magnético que conseguimos ver, sendo, por isso, chamada de espectro visível e, dentro do espectro total de energia, situa-se entre os raios ultravioleta e infravermelhos – ambos invisíveis aos olhos humanos, que assim como as demais ondas, sendo captados somente com auxilio de aparelhos.


Espectro de energia eletromagnética. Fonte: EDDE (1998) – modificado.


O espectro visível corresponde às cores do arco-íris – vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta; e claro, as diversas nuances destas cores.

Precisamos, ainda, lembrar que nosso olho só percebe as cores e suas variedades em função da presença da luz, isso independentemente de se tratar de cor-luz ou cor-pigmento.

Chamamos de Cor-Luz aquela encontrada em uma radiação luminosa visível, com um determinado comprimento de onda. Como, por exemplo, as diferentes nuances de cores vistas no céu num dia de sol, do crepúsculo ao entardecer. Esta variação é explicada pelas diversas posições do sol durante o dia, fazendo com que determinado raio de luz, com comprimento de onda especifico, se desloque um pouco diferente dos demais, predominando e alterando a cor do céu momentaneamente.

Já Cor-Pigmento é aquela que vemos nas superfícies dos objetos, e depende das propriedades químicas da superfície do objeto, que determinarão o modo com este refletirá os raios luminosos recebidos. Durante o dia, as cores-pigmento não variam nem com o passar do tempo, nem com a posição da fonte de luz. A cor-pigmento pode ser opaca ou translúcida; intrínseca – quando depender dos minerais encontrados nos corpos naturais, como é o caso das cores dos cristais; ou, ainda, pode ser produzida quimicamente, como uma tinta de parede, que é preparada para refletir uma determinada cor.

Num tratamento cromoterápico, ambos os tipos de cores são usadas. Porém, as cores-luz irão atuar diretamente no corpo físico e mesmo no psicológico do paciente; enquanto que as cores-pigmento, só atuarão no seu psicológico. Quando se indica a um paciente a ingestão de glóbulos solarizados verdes, por exemplo, estamos nos referindo a cor-luz verde a qual os glóbulos são expostos. Ou seja, nos referimos ao comprimento de onda eletromagnética do espectro visível, que predomina na atmosfera entre 07:00- 09:00h. Quando expomos glóbulos inativos ou água potável a um comprimento de onda qualquer, estes absorvem esta energia. O mesmo princípio se aplica ao nosso corpo num banho de sol – daí vem o perigo de uma superexposição.

No que se refere às cores-pigmento, ocorre o contrário. Isto é, ocorre a reflexão da cor em questão para o ambiente e não a absorção desta pelo objeto que a contém. Para entendermos melhor o que isso significa, lembremos, primeiramente, que as cores-pigmento podem ser produzidas quimicamente e são preparadas para refletir um determinado tom ou nuance. Quando aplicamos a cor azul às paredes de um dormitório, por exemplo, só percebemos o tom azul por dois motivos: primeiro, pela presença de luz no ambiente; e segundo, porque todas demais cores do espectro visível (vermelho, laranja, amarelo, verde, índigo e violeta) presentes na luz total, são absorvidas pelo pigmento (e paredes também!). Somente a azul é refletida para o ambiente e, por sua vez, captada pelo olho humano. Por isso, enxergamos as paredes azuis. O mesmo ocorre com as cores das roupas que usamos. Se você está usando um vestido vermelho, o pigmento do tecido está absorvendo as demais ondas visíveis presentes no ambiente e está refletindo de volta somente a cor vermelha.

Dessa lógica podemos concluir que a utilização da cromoterapia através das cores nos ambientes e nas roupas irá agir diretamente no psicológico, já que vemos a cor em questão e não a absorvemos diretamente. Portanto, se indicarmos o uso da cor laranja no vestuário de um paciente que sofre de depressão, devemos lembrar que a indicação promoverá o efeito psicológico, uma vez que a cor-pigmento laranja estará sendo totalmente refletida para o ambiente e não absorvida pelo usuário.

Um forte abraço e até o próximo artigo.

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